Existem algumas coisas básicas para a criação, construção, reforma e manutenção de um bom, e aceitável caráter. Princípios! Eles estão vinculados a estrutura cognitiva do ser humano, e chegam a definir de forma didática o distanciamento deste, ou de outro ser, em relação à busca da ética, da moral e dos bons costumes.
Atitudes dignas de total ojeriza ou escárnio, como enganar pessoas, sejam elas de qualquer tipo de classe social, corroboram com a tese de que o DNA dita, ou tenta ditar de forma amiúde, toda a tendência de uma postura vinculada a alguém. Não podemos sistematizar o erro, mas também não podemos esquecer que esse já está institucionalizado.
Pessoas que modificam a forma de ver possibilidades - apenas por uma carteira estar aberta e ao seu alcance - demonstram que o ato ilícito é apenas uma questão de oportunidades. Não podemos fazer de um contexto, ou de um local, a universidade do crime ou da coação.
As ferramentas existem para todas as formas de trabalho, mas somos nós que as escolhemos. Nós definimos os rumos e os caminhos que queremos seguir. Depois de tanto raciocínio em cima de questões subjetivas, porém prováveis, temos que nos permitir o sossego da reflexão.
Ter em mente os tropeços, e saber usá-los da mesma forma com que um ex-religioso usa a antiga crença, para fortalecer seu ceticismo, gera conforto e resignação com seus erros. O inverso também pode ser utilizado. O primeiro passo está talvez (e porque não?) na confissão dos erros, e no comprometimento de idéias. Essa é a questão chave.
Devo aceitar o erro em nome da manutenção de minha carreira? Não. A resposta é peremptoriamente não. Eu devo reconhecer, e confessar através da convicção do erro, e da aceitação das idéias. Fazer com que as coisas aconteçam dentro do correto, é permitir-se alavancar a concretude do caráter, afundando desta forma, alguns centímetros mais de tranqüilidade em nosso travesseiro.
A inquietude no sentido vil da palavra, me remete ao antônimo do poema em linha reta. Faz com que as esperanças sejam escassas, e que a troca de material humano seja não só necessária, como se configure na única e última saída de uma instituição. Não podemos sequer administrar uma situação que nasce torta, requer endosso, e corrobora através de indicações, para que o trilho siga o caminho sem objetivos, nem formas de se viver.
Nós seres humanos temos o instinto animal incluso em nossa fórmula de composição corpórea e espiritual. Somos animais no contexto social, político, fraterno e sexual. O pensamento sempre foi, e sempre será, gerador de idéias mirabolantes voltadas para o descumprimento daquilo que a sociedade estipulou como correto e apaziguador.
Agora, a certeza e o conhecimento desse impulso animal, não podem ser utilizados como bengala para a defenestração de todos os impulsos condizentes com nossa historia e nosso comportamento normal. Em algumas vezes, e isto é claro, devemos retroceder na ânsia de anistiar toda a permeabilidade que consta em nosso universo, alocando nossos princípios em outra esfera, que não a imoral.
Este breve ensaio tem como endereço aqueles que sabem que assim o são. Este breve relato tem por objetivo criticar a estupidez de todos em questão. E por fim, tem o objetivo de ser breve e direto, mesmo que para alguns a prova de seu maior erro e incapacidade, esteja justamente na falta de alcance, para entender o que aqui se quis dizer.
Um abraço.